Tenho pelas mulheres em geral o maior fascínio e pelas que me são próximas, como a minha mulher e as minhas filhas, grande amor e admiração.
Penso que estes sentimentos se justificam. Afinal todos nascemos do ventre duma mulher que cuidou de nós com desvelo e carinho e, tantas vezes, com sacrifício. Foi de uma mulher que recebemos as primeiras referências, foi apoiados nas suas mãos que demos os primeiros passos e é com ela que podemos contar para toda a vida.
A mulher é nossa mãe, nossa esposa e nossa filha.
Mas... todos estes belos sentimentos desaparecem quando vejo, na via em que circulo, uma mulher ao volante. Não sei que estranho fenómeno se apodera desses seres benditos quando se sentam ao comando de um automóvel. Querem ultrapassar tudo e todos, não conhecem ou não respeitam regras de trânsito, tocam a buzina se alguém, mesmo que inadvertidamente não as deixa logo passar, e "last but not least" podem chegar a ser agressivas e malcriadas.
Há muitos sítios onde é apetecível estar com uma mulher.
Mas certo, certo é que não é desejável vê-las ao volante.
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Para ser justo, também há alguns homens assim.
segunda-feira, agosto 18, 2003
IRRESPONSABILIDADE NA POLÍTICA
Os políticos tem tendência a considerar que só devem responder perante aqueles que os elegeram, os que lhes permite vida folgada pelo menos durante quatro anos. E se pertencerem a qualquer aparelho partidário tem uma irresponsabilidade quase vitalícia.
Assim, a primeira de todas as prioridades de qualquer político é a de gastar o dinheiro que é colocado ao seu dispor de forma que resulte num aumento da sua popularidade.
Esta óptica, para além de todas as distorções a que conduz em termos económicos, privilegia os cenários de curto prazo, em detrimento dos de médio e longo prazo.
Isto é: privilegia a despesa e não o investimento.
Quem vier a seguir que pague a conta.
No que me diz respeito, o meu problema é que sou dos que ficam para pagar as contas.
Assim, a primeira de todas as prioridades de qualquer político é a de gastar o dinheiro que é colocado ao seu dispor de forma que resulte num aumento da sua popularidade.
Esta óptica, para além de todas as distorções a que conduz em termos económicos, privilegia os cenários de curto prazo, em detrimento dos de médio e longo prazo.
Isto é: privilegia a despesa e não o investimento.
Quem vier a seguir que pague a conta.
No que me diz respeito, o meu problema é que sou dos que ficam para pagar as contas.
A RESPONSABILIDADE DO DECISOR
Qualquer gestor do sector privado que obtenha maus resultados é responsabilizado por isso.
Em relação aos gestores do sector público a questão nem sequer se põe.
Em relação aos gestores do sector público a questão nem sequer se põe.
INVESTIR MELHOR
Todos nós sabemos, e portanto o Estado também sabe, que as despesas consomem recursos, muitas vezes para satisfazer necessidades supérfluas, e que o investimento gera rendimentos que permitem recuperar os fundos aplicados.
A solução consiste, pois, em gastar menos e em investir mais e melhor.
Por outro lado, qualquer investidor privado sabe, e portanto o Estado também sabe, que antes de se aplicarem recursos em qualquer projecto, importa prever a capacidade que o mesmo tem de gerar rendimentos.
A diferença está em que o investidor privado vai à falência se aplicar mal os seus dinheiros, mas isso dificilmente acontecerá com o Estado que tem a faculdade de obrigar os seus accionistas (contribuintes) a disponibilizarem mais capitais.
Por essa razão, o Estado é menos prudente e rigoroso nos investimentos que faz e deixa-se orientar por razões que a economia desconhece (captação de votos).
Como seria útil podermos dispor agora dos muitos milhões gastos de forma duvidosa na barragem do Alqueva e dos muitos milhões desperdiçados em dispensáveis estádios de futebol, para falar apenas dos mais recentes.
A solução consiste, pois, em gastar menos e em investir mais e melhor.
Por outro lado, qualquer investidor privado sabe, e portanto o Estado também sabe, que antes de se aplicarem recursos em qualquer projecto, importa prever a capacidade que o mesmo tem de gerar rendimentos.
A diferença está em que o investidor privado vai à falência se aplicar mal os seus dinheiros, mas isso dificilmente acontecerá com o Estado que tem a faculdade de obrigar os seus accionistas (contribuintes) a disponibilizarem mais capitais.
Por essa razão, o Estado é menos prudente e rigoroso nos investimentos que faz e deixa-se orientar por razões que a economia desconhece (captação de votos).
Como seria útil podermos dispor agora dos muitos milhões gastos de forma duvidosa na barragem do Alqueva e dos muitos milhões desperdiçados em dispensáveis estádios de futebol, para falar apenas dos mais recentes.
terça-feira, agosto 12, 2003
OLHAR NOS OLHOS
Quando o seu interlocutor não o olhar nos olhos, desconfie...
A mais importante diferença entre o cão e o lobo é a de que o nosso fiel amigo nos olha nos olhos expressando os seus sentimentos e porventura lendo os nossos enquanto que o lobo é incapaz de olhar o homem nos olhos. Foram feitas experiências nesse sentido segundo as quais era possível indicar por mímica a um cão a localização de qualquer objecto enquanto que o lobo, apesar de propositadamente faminto, foi incapaz de localizar o local onde fora escondido algum alimento.
A mais importante diferença entre o cão e o lobo é a de que o nosso fiel amigo nos olha nos olhos expressando os seus sentimentos e porventura lendo os nossos enquanto que o lobo é incapaz de olhar o homem nos olhos. Foram feitas experiências nesse sentido segundo as quais era possível indicar por mímica a um cão a localização de qualquer objecto enquanto que o lobo, apesar de propositadamente faminto, foi incapaz de localizar o local onde fora escondido algum alimento.
segunda-feira, agosto 11, 2003
ONDAS DE CHOQUE
AS ÉLITES QUE NOS DEIXAM FICAR MAL
Como pode este País ser respeitado se as suas élites não sabem o que fazem, nem o que dizem.
Nos últimos dias Portugal foi assim:
a) um ex-Presidente de República insultou um Ministro;
b) um outro ex-Presidente da República participou de um jantar onde foram tomadas atitudes anti-democráticas;
c) vários Parlamentares deram exemplos de falta de idoneidade moral:
d) advogados pediram a prisão de juizes;
e) dirigentes do futebol foram citados como modelo para os políticos.
f) o País inteiro ardeu suspeitando-se de fogo posto;
Como pode este País ser respeitado se as suas élites não sabem o que fazem, nem o que dizem.
Nos últimos dias Portugal foi assim:
a) um ex-Presidente de República insultou um Ministro;
b) um outro ex-Presidente da República participou de um jantar onde foram tomadas atitudes anti-democráticas;
c) vários Parlamentares deram exemplos de falta de idoneidade moral:
d) advogados pediram a prisão de juizes;
e) dirigentes do futebol foram citados como modelo para os políticos.
f) o País inteiro ardeu suspeitando-se de fogo posto;
sexta-feira, julho 04, 2003
A HIERARQUIA DOS VALORES
Lembro-me de quando era miudo (já lá vão mais de 50 anos) o respeito pelas pessoas, principalmente pelos mais velhos, pelos professores, pelas autoridades, etc. era uma exigência de comportamento que se sobrepunha a tudo o mais, o que naturalmente condicionava a liberdade de cada um, a qual tinha nessa época alguns limites, voluntàriamente assumidos pelas regras de boa educação.
Hoje a liberdade não tem limites.
Mas seria de presumir que pelo menos nalguns nos extractos sociais intelectualmente e culturalmente mais elevados, e em princípio mais educados, esses limites fossem respeitados.
Mas tal não sucede.
Vejamos o triste exemplo que por vezes dão os representantes do Povo no nosso Parlamento e, mais recentemente, os parlamentares europeus.
Hoje a liberdade não tem limites.
Mas seria de presumir que pelo menos nalguns nos extractos sociais intelectualmente e culturalmente mais elevados, e em princípio mais educados, esses limites fossem respeitados.
Mas tal não sucede.
Vejamos o triste exemplo que por vezes dão os representantes do Povo no nosso Parlamento e, mais recentemente, os parlamentares europeus.
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