terça-feira, dezembro 02, 2003

AS NOSSAS OPÇÕES

Não é possível saber qual teria sido o resultado das opções que não fomos fazendo ao longo da vida.
A certa altura escolhemos um determinado percurso, quando poderíamos ter preferido outro. Decidimo-nos por determinadas perspectivas no presente, em detrimento de outras no futuro. Em certo momento preferimos a segurança ao risco ou o inverso. De uma forma geral ignoramos conselhos de pessoas mais experientes e decidimos por intuição. Ou aceitámos esses conselhos para fugir a responsabilidades.
O que teria sido a nossa vida se as nossas opções tivessem sido outras?
Perante a incapacidade de encontrar uma resposta, muitas pessoas, certamente pessoas felizes, confortam-se afirmando que se fosse hoje teriam decidido da mesma maneira.
Mas a vida demonstra que todos cometemos erros com frequência e isso certamente aconteceu nas decisões que influenciaram a vida que tivemos.
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A questão é mais complexa quando as nossas decisões afectam a vida de terceiros.
Ao nível familiar, por exemplo, quando influenciámos os filhos a fazerem opções morais ou materiais, ou quando procuramos encaminhá-los nas escolhas profissionais ou mesmo sentimentais.
A nível das organizações ou das empresas quando os erros de gestão afectam trabalhadores e colaboradores.
A nível social quando se exercem cargos políticos ou de governo.
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Curiosamente, quanto mais grave é a consequência dos erros eventualmente cometidos menos frequente é o reconhecimento de que eles podem ter existido.
Nunca ouvimos um político aceitar que se tenha enganado.
Nem mesmo quando escrevem as suas memórias e a evidência demonstra os erros cometidos.

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