Todos nós sabemos, e portanto o Estado também sabe, que as despesas consomem recursos, muitas vezes para satisfazer necessidades supérfluas, e que o investimento gera rendimentos que permitem recuperar os fundos aplicados.
A solução consiste, pois, em gastar menos e em investir mais e melhor.
Por outro lado, qualquer investidor privado sabe, e portanto o Estado também sabe, que antes de se aplicarem recursos em qualquer projecto, importa prever a capacidade que o mesmo tem de gerar rendimentos.
A diferença está em que o investidor privado vai à falência se aplicar mal os seus dinheiros, mas isso dificilmente acontecerá com o Estado que tem a faculdade de obrigar os seus accionistas (contribuintes) a disponibilizarem mais capitais.
Por essa razão, o Estado é menos prudente e rigoroso nos investimentos que faz e deixa-se orientar por razões que a economia desconhece (captação de votos).
Como seria útil podermos dispor agora dos muitos milhões gastos de forma duvidosa na barragem do Alqueva e dos muitos milhões desperdiçados em dispensáveis estádios de futebol, para falar apenas dos mais recentes.
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