Qualquer homem de negócios, para ser bem sucedido, precisa de ter qualidades pessoais orientadas para a realização do lucro como objectivo primordial na vida. É uma aprendizagem que se faz desde criança, ou por influência familiar ou do meio ambiente em que se processa o desenvolvimento e a formação do carácter, algumas vezes apoiados numa forte herança genética (costuma dizer-se que filho de peixe sabe nadar).
Dificilmente se criam essas personalidades em escolas e universidades.
A educação académica faz gestores, mas não homens de negócio.
Em toda e qualquer iniciativa, em todo e qualquer projecto, os homens de negócios tem como primeira, ou única, preocupação a de verificarem como poderão sair a ganhar dinheiro, confiantes nas suas capacidades para vencerem riscos e, quase sempre, sem se deixarem condicionar por princípios e valores éticos e morais. A maioria das outras pessoas têm objectivos diferentes na vida, embora obviamente apreciem o dinheiro e gostem de o possuir...
Li em tempos uma história que, de certa forma, ilustra isto.
Numa aldeia remota do interior, o pároco tinha como ajudante na celebração da missa um jovem, filho de pessoas humildes, apenas com a 4ª classe, mas muito desembaraçado e hábil a tirar proveito de todas as situações, designadamente nas brincadeiras com as outras crianças da escola.
Manifestava o pároco o desejo de lhe financiar os estudos, pois lhe parecia que se tratava de uma dádiva de Deus, que teria de ser apoiada. Mas o jovem não se interessava pela escola e um dia, sem disso informar ninguém, deixou a aldeia em direcção à cidade, onde chegou sem recursos e onde não podia contar com qualquer apoio.
Depois de observar o que se passava à sua volta, verificou que muitas pessoas, que circulavam nas ruas, fumavam e procuravam um quiosque, situado estrategicamente numa esquina, para comprarem os seus cigarros. Pensou então que se tivesse um tabuleiro onde transportasse os maços de cigarro, se poderia antecipar ao quiosque, indo ao encontro dos clientes. Assim iniciou a sua actividade empresarial, que teve muito sucesso, a tal ponto que algum tempo mais tarde estava a comprar o quiosque cujo negócio prejudicara. E depois foi adquirindo outros quiosques, com o mesmo sistema de antecipação à concorrência, e foi alargando a rede de vendas, sempre com o objectivo de ir ao encontro das necessidades dos clientes.
Um dia um amigo, que conhecia a sua história, disse-lhe, com muita sinceridade, que admirava as suas qualidades de inteligência, acrescentando: "Posso imaginar o que seria se tivesses estudado..."
Ao que ele respondeu, também com muita sinceridade: " Provavelmente estaria a ajudar a ajudar à missa na minha freguesia..."
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