O actual Governo parece possuído pela fúria de implementar o princípio de cobrar pela utilização dos serviços públicos valores em função das declarações de IRS dos utentes.
Para já, nos hospitais e nos transportes públicos...
Outras se seguirão....
Chamam-lhe a diferenciação positiva.
As classes de maiores rendimentos, designadamente as das profissões liberais que são conhecidas por pagarem quase nada de impostos, e a dos pequenos empresários, que declaram sempre prejuízos, devem estar deliciadas com a ideia. Já não falo nos grandes capitalistas e empresários que fazem passar a maioria dos seus rendimentos pelos off-shores criados para o efeito, porque esses não recorrem certamente a serviços públicos.
Aqueles que, como eu, pertencem à legião de escravos que, por trabalharem por conta de outrém, não podem escapar à fúria do fisco, vêem a determinação governamental com extrema preocupação.
Em meu entender, a verdadeira justiça seria a de se cobrarem pelos serviços públicos o seu custo real (baseado num padrão aceitável de produtividade) e de se praticar o apoio aos mais carenciados através de um subsídio que lhes permitisse não ficarem abaixo do nível pobreza.
Assim, teriamos a certeza de que estariamos, com os nossos impostos, a ajudar os mais pobres.
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