quinta-feira, julho 01, 2004

TRAIÇÃO

Há cerca de dois anos dei o meu voto ao PSD e ao Dr. Durão Barroso. Fi-lo com convicção e alguma alegria porque o Dr. Durão Barroso se propunha:

a) governar com rigor para corrigir o excessivo endividamento do País e dos portugueses, de forma a criar condições de desenvolvimento para o futuro;
b) realizar reformas estruturais para dar maior flexibilidade e polivalência à capacidade produtiva dos portugueses;

O Dr. Durão Barroso pediu sacrifícios e prometeu governar sem pensar nas próximas eleições, pois sentia a responsabilidade histórica de dar um contributo decisivo para a modernização de Portugal.

Dois anos depois, a meio do seu mandato, sem ter concluído o seu trabalho e encontrando-se o País numa encruzilhada crucial entre os sacrifícios já feitos e a não certeza dos seus resultados, o Dr. Durão Barroso vira a costas e emigra.

Por muito legítima que seja a sua opção, a verdade é que deixa o barco à deriva...

Seria impensável a qualquer general abandonar as suas tropas no meio da batalha e ficar indiferente à sorte da população.

Na ética castrense seria traição.





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