quarta-feira, março 31, 2004

LUTA LIVRE

Nos meus tempos de juventude estavam muito em voga os espectáculos de luta livre, em que os dois jogadores utilizavam todo o tipo de golpes, mesmo os mais traiçoeiros e em zonas mais sensíveis para derrubar e vencer o adversário.
O importante era vencer, não importava como.
Quando algum deles tombava e ficava caído era pisado, massacrado e por vezes torturado. As imagens teatrais de pernas e braços torcidos e por vezes de sangue a correr faziam as delícias dos espectadores.
Os espectáculos eram ainda mais excitantes quando em vez de dois havia quatro lutadores em simultâneo ou alternativamente.
Previamente, os jogadores degladiavam-se na imprensa e davam entrevistas anunciando a sua disposição de massacrar o oponente. Quando acidentalmente se encontravam em qualquer local público, logo ali começavam as cenas de aparente violência.
Tudo tinha como objectivo estimular o público e a afluência ás bilheteiras.
Por detrás dos bastidores eles até eram amigos....
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Relembro estas imagens quando assisto actualmente às lutas políticas, designadamente em períodos eleitorais, em que vale tudo: acusações, ofensas, golpes baixos, ameaças...
Porque em privado, eles até são amigos....

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