sexta-feira, julho 04, 2003

A HIERARQUIA DOS VALORES

Lembro-me de quando era miudo (já lá vão mais de 50 anos) o respeito pelas pessoas, principalmente pelos mais velhos, pelos professores, pelas autoridades, etc. era uma exigência de comportamento que se sobrepunha a tudo o mais, o que naturalmente condicionava a liberdade de cada um, a qual tinha nessa época alguns limites, voluntàriamente assumidos pelas regras de boa educação.
Hoje a liberdade não tem limites.
Mas seria de presumir que pelo menos nalguns nos extractos sociais intelectualmente e culturalmente mais elevados, e em princípio mais educados, esses limites fossem respeitados.
Mas tal não sucede.
Vejamos o triste exemplo que por vezes dão os representantes do Povo no nosso Parlamento e, mais recentemente, os parlamentares europeus.

sexta-feira, junho 27, 2003

FALTAS (in) JUSTIFICADAS

Senhor presidente da Assembleia da República:
Não é apropriado marcar faltas injustificadas aos deputados que faltaram ao serviço para irem ao futebol sem para isso terem obtido o prévio acordo de V.Exa. porque:
a) deputado é representante do Povo (e os outros trabalhadores não);
b) o desafio em questão era um acontecimento nacional que exigia a presença da Assembleia da República e como V.Exa não organizou essa representação nada mais natural que os deputados o tenham feito individualmente;
c) a lei que levaria qualquer empresário a marcar falta a um seu trabalhador não se aplica aos representantes do Povo;

sexta-feira, junho 20, 2003

FALTA DE ....

Ainda bem que as alterações à Lei do Trabalho vão ter aplicação porque embora de efeitos práticos pouco significativos representam alguma capacidade de mudança. Não devemos, porém, criar grandes expectativas sob os seus efeitos na produtividade, para evitar futuras desilusões.
A produtividade vai continuar baixa porque a sua causa é bem mais profunda. Assenta na falta de civismo e de educação e isso deverá levar decadas a mudar.
Quando se diz que os trabalhadores portugueses no estrangeiro trabalham mais e melhor, deveria referir-se que os trabalhadores portugueses no estrangeiro também não deitam papeis para o chão, não ultrapassam nas filas de trânsito pela esquerda e atravessam as ruas nas passadeiras.
Lá fora eles respeitam os códigos, o que não fazem em Portugal.